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domingo, 16 de outubro de 2016

15 de outubro - 29 anos da morte de Sankara.


"Quando temos uma arma que pode cuspir fogo e morte, e recebemos ordens perfilados em frente a uma bandeira, sem saber quem lucra com essas ordens, quem lucra com esse fuzil, então tornamo-nos criminosos em potencial que esperam apenas um clique para semear o terror ao redor de si.

Quantos militares são mandados para tal e tal país, ou para tais e tais campos de batalha, levando a desolação e o crime, mas sem compreender que eles são colocados em combate contra homens e mulheres que lutam pelos mesmos ideais que eles teriam se tivessem consciência.
Filhos de operários que veem os seus pais entrarem em greve contra regimes reacionários, mas que, uma vez que entram no exército, aceitam combater ao lado dos dirigentes reacionários, isso existe.

Portanto, um militar sem formação política, ideológica, é um criminoso em potencial."

Thomas Sankara.

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

El Descubrimiento.



El Descubrimiento: el 12 de octubre de 1492, América descubrió el capitalismo. Cristóbal Colón, financiado por los reyes de España y los banqueros de Génova, trajo la novedad a las islas del mar Caribe. En su diario del Descubrimiento, el almirante escribió 139 veces la palabra oro y 51 veces la palabra Dios o Nuestro Señor. Él no podía cansar los ojos de ver tanta lindeza en aquellas playas, y el 27 de noviembre profetizó: Tendrá toda la cristiandad negocio en ellas. Y en eso no se equivocó. Colón creyó que Haití era Japón y que Cuba era China, y creyó que los habitantes de China y Japón eran indios de la India; pero en eso no se equivocó.

Al cabo de cinco siglos de negocio de toda la cristiandad, ha sido aniquilada una tercera parte de las selvas americanas, está yerma mucha tierra que fue fértil y más de la mitad de la población come salteado. Los indios, víctimas del más gigantesco despojo de la historia universal, siguen sufriendo la usurpación de los últimos restos de sus tierras, y siguen condenados a la negación de su identidad diferente. Se les sigue prohibiendo vivir a su modo y manera, se les sigue negando el derecho de ser. Al principio, el saqueo y el otrocidio fueron ejecutados en nombre del Dios de los cielos. Ahora se cumplen en nombre del dios del Progreso. Sin embargo, en esa identidad prohibida y despreciada fulguran todavía algunas claves de otra América posible. América, ciega de racismo, no las ve.

Texto de: Galeano, Eduardo - "Ser como ellos y otros artículos". Siglo Veintiuno Editores, México, 1992.

domingo, 9 de outubro de 2016

El Che vive!



"En Cuba la revolución la hizo el '26 de julio': Fidel con su puñado de locos como yo, no los ideólogos del comunismo."

Ernesto "Che" Guevara de la Serna (14 de julho de 1928 - 9 de outubro de 1967)

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Protesta Gaucha.

Rodolfo Ramos - Gaucho.


Con la frente descubierta 
la melena negra y lacia
traigo la gloria y la gracia
de un criollo que se despierta
vengo a golpearle la puerta
al congreso americano
que desde tiempo lejano 
tiene una deuda sagrada 
y he venido con la espada
de la justicia en la mano.

Vengo a reclamar lo mío
que por bueno me han quitado
quedando tan despilchado
que casi he muerto de frío.
Vengo con odio y con brío
hastiao del tiempo sufrido
razonable y convencido
que aunque es pueblera la cancha
he de ganar la revancha 
si no es tramposo el partido.

Yo les quiero preguntar 
a esos grandes mandatarios
que charlan como rosario
cuando quieren conquistar.
¿Qué es lo que hacen con cambiar
de costumbre en la nación?,
con esa preparación
que ante el progreso se abraza
ultimarán a mi raza 
matando la tradición. 

Y a causa de esas razones
del progreso Americano
le van sacando al paisano
los últimos patacones.
Lo llenan de obligaciones
siempre hay algo que pagar
por guías, por señalar,
por campos, marcas y sellos
y hasta pagarles a ellos 
para que aprendan a hablar.

Nos quitaron las haciendas
a medias con el pulpero
después la lana y el cuero 
caballos, matras y priendas.
Y en medio de sus enmiendas
queriendo de mejorar
no se fijan que al pasar
sobre La Pampa querida
llora una raza vencida
sin patria, pilcha ni hogar.

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Kim Il-sung e o anticolonialismo.



" Ásia, África e América Latina constituem 71% da superfície da terra. Nelas habitam mais do que dois terços da população mundial e existem inesgotáveis riquezas. O imperialismo cresceu e engordou sugando o sangue e o suor desses povos e saqueando suas riquezas. Hoje em dia também o imperialismo extrai cada ano ganhos de dezenas de bilhões de dólares dessas regiões. Se o velho colonialismo na Ásia, África e América Latina for eliminado, nem a Europa ocidental imperialista, nem os Estados Unidos imperialista poderão seguir existindo.
A luta anti-imperialista e anticolonialista dos povos da Ásia, África e América Latina é uma sagrada luta de libertação de centenas de milhões de seres humanos oprimidos e explorados, e ao mesmo tempo uma grande luta dirigida a cortar do imperialismo mundial essa linha de vida. Esta luta constitui, junto com a luta revolucionária da classe operária pelo socialismo, as duas grandes forças revolucionárias de nossa época, as quais se uniram formando uma só corrente que sepulta o imperialismo."

Kim Il-sung, revolucionário e fundador da República Popular Democrática da Coréia.

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

A mediocridade de uma classe.



Confesso a todos aqui que nunca dei muita atenção para as eleições burguesas, afinal de contas, são as eleições burguesas a forma mais eficiente de manutenção da democracia burguesa - Que apesar do nome é nada mais do que uma ditadura de uma classe sobre outra, como em qualquer forma de estado. Nesse caso, temos o estado burguês, o instrumento que garante a manutenção da ditadura da burguesia sobre a classe trabalhadora.
Nas eleições burguesas os partidos, quaisquer que sejam são usados como roupas por grandes grupos capitalistas, que financiam suas campanhas em troca de retornos e facilitações após a eleição do candidato "X" ou "Y". Nesse sentido (quase) nenhum dos partidos que disputam as já supracitadas eleições burguesas se diferenciam.

Porém, devemos ser conscientes que equiparar os partidos burgueses como se fossem todos farinha do mesmo saco, ignorando as demandas populares que visam atender e toda a gama do espectro político onde se encontram é de uma burrice admirável.

Foi analisando essa última questão que parei para pensar no grave momento em que o país está vivendo e no qual a América Latina se encontra. Vivemos tempos onde as forças mais conservadoras e até reacionárias da sociedade saíram das catacumbas para entrar numa guerra midiática e física contra toda e qualquer pauta que possa ser vista como minimamente progressista. No Brasil um golpe de estado parlamentar (organizado por potências estrangeiras) colocou no poder o ranço oligárquico mais viscoso, sujo, antinacional, antipopular e reacionário. A campanha midiática pró-golpe foi intensiva e essencial para que o mesmo se realizasse. E quando falamos em campanha midiática, quase que obrigatoriamente temos a classe média por trás, que se coloca numa posição onde apenas repete o discurso que escuta na mídia sem nem ao menos entender o que está dizendo, tal qual um papagaio de pirata. Compram gato por lebre, acreditam que por reproduzirem o discurso antipopular apresentado pela mídia se darão bem, afinal não fazem parte do "povão". É assim que a classe média se vê, como uma extensão da elite (sic) E por isso aposta no que considera ser um projeto de combate ao "populismo".

Eu vejo como esse fenômeno, que acontece entre a classe média, demonstra claramente como no Brasil a educação é pobre, até mesmo para a supracitada. As razões que considero para concluir isso são:

- A crença que um governo declaradamente de direita beneficiaria a classe média é um engano grotesco. Um governo de direita vai priorizar a elite oligárquica, as corporações, o dinheiro onde ele é mais concentrado. A classe média é enganada com imagens e percepções grosseiras que fazem crer no sonho de subir para a elite. Acreditar que FIESP (um dos principais expoentes do golpe) uma entidade que quer passar por cima de direitos trabalhistas em nome da "eficiência do mercado" (sic) vai realmente se importar com o que acontece com a classe média? Pois é, qualquer pessoa com um mínimo de estudo e bom senso sabe que isso é uma possibilidade ínfima, e a tendência do governo altera essas probabilidades de forma irrelevante. O que acontece é um aprofundamento das diferenças sociais, pois a elite se expande ao custo do decaimento da própria classe média. Resumindo, fica parecido com a Mega Sena: apostam os direitos de toda a população numa possibilidade ridiculamente pequena para beneficiarem apenas a si mesmos, pagam o preço caso não ganhem e continuam cometendo o mesmo erro.

- Outra questão é o envolvimento de credos e crenças para a opção de um candidato, sendo que o estado deveria ser laico. Um estado laico é justo para com todas as religiões (ou a ausência de qualquer uma delas). A direita explora essa questão pois sabe que a baixa educação do população faz com que a mesma centre suas preferências e conceitos em cima de religiões, vide o exemplo da tal "bancada evangélica". A utilização de emoções e mecanismos de defesa emocional - e não conhecimentos, experiências e lógica.

- Um outro ponto muito importante é a utilização de uma moral intangível, representada por elementos vindos do cerne de organizações burguesas, como militares, maçons, pastores evangélicos. A classe média sente a necessidade de ser representada por figuras paternalistas vindas de organizações que aos olhos da classe média são exemplos de moralidade como se fosse imaculados, que em nome de uma suposta segurança pública utilizam-se de uma retórica conservadora para atacar toda uma parcela menos privilegiada da sociedade. Não é a toa que figuras patéticas como Coronel Telhada, Major Olímpio dentre outros exemplos sejam eleitos com grande quantidades de votos para dar voz a toda uma classe.

É por tudo isso que acredito que a baixa qualidade da educação num todo fundamenta-se em um aspecto: o foco da mesma.
A classe média educa seus filhos para passarem em vestibulares e arrumarem "bons empregos" E isso tem relação com a forma que a educação está estruturada no país.

Quando o foco do estudo é a cidadania e o conhecimento, o pensamento crítico e as escolhas políticas são melhor fundamentadas pois são feitas de forma consciente. Um exemplo de como uma educação de qualidade, cidadã e que fomente o pensamento crítico é perigosa aos donos do poder (burguesia) seria o que o PSDB fez com o ensino público em São Paulo, adotando a progressão continuada, remunerando pessimamente os professores (e quase metade deles são temporários), aparelhando mal as escolas. Isso apodrece o ensino público, impossibilitando a ascensão da classe trabalhadora e a consequente derrubada das oligarquias presentes no poder, eleitas por pessoas de classe média que se consideram estudadas e conscientes, mas na verdade são tão sabidas quanto cones de trânsito. É por isso que uma das principais pautas da direita reacionária no país hoje é o famigerado projeto "Escola sem partido" Utilizado para atacar o que chamam "marxismo cultural" (sic) que é segundo eles não apenas lecionado, mas doutrinado nas escolas de todo o país. Faltou avisar a esses imbecis que os alunos saem do ensino médio sem saber o que são as classes sociais e qual o papel das classes na sociedade, sem saber o que é a mais-valia, sem saber o que é o materialismo histórico e dialético dentre outros conceitos básicos marxistas. Não é por acaso que um dos lemas das tropas fascistas espanholas durante a Guerra Civil (1936-1939) era a de "¡Muera la inteligencia!". Um exemplo mais que concreto que prova como uma educação de qualidade é perigosa a burguesia.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

O Grande Timoneiro e a questão racial.




"O opressivo sistema colonial e imperialista se consolidou com a escravização dos negros e com o comércio dos negros, e o sistema colonial e imperialista só terá fim com a completa emancipação do povo preto!" Mao Zedong, “A questão racial é uma questão de classe”.

domingo, 15 de março de 2015

Morte aos lacaios do imperialismo.


Como dizia um trapo da Gloriosa hinchada de San Lorenzo: La dignidad no se compra en un supermercado.